quarta-feira, 16 de março de 2011

Seguiremos algum dia o exemplo do Japão?

Imagem de vídeo do JN


A considerar o histórico, a coragem e o pensamento coletivo dos japoneses, não há como duvidar de que o Japão vai superar essas últimas catástrofes. Eu chego a essa conclusão, principalmente, depois de ouvir o depoimento de um senhor que está em um dos alojamentos de desabrigados, como mostra o vídeo do Jornal Nacional.

Quem sabe nós, brasileiros, possamos nos guiar por exemplos como esses e fazer deste país maravilhoso uma grande nação. O Japão está nos mostrando agora que ser grande é muito mais do que ter uma abrangente área territorial.

Nota: Já são quase quatro mil mortos e mais de oito mil desabrigados. Toda a imprensa diz que não há brasileiros entre as vítimas. Felizmente! Mas, será?

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Cena que marcou o filme Amargo Pesadelo

Uma cena legal para um final de sexta-feira...



Vale lembrar que:

- O garoto é verdadeiramente um autista;
- ele não estava nos planos do filme;
- A alegria do pai, curtindo o duelo dos banjos... dançando
- A felicidade da mãe, captada numa janela da casa;
- A reação, autêntica de um autista, quando o ator músico quer cumprimentá-lo

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A educação e o papel da escola no mundo contemporâneo

Com uma belíssima abordagem, a filósofa Viviane Mosé falou no programa Café Filosófico de educação a das mudanças vividas pela escola, desde a década de 1950. Impossível não parar e refletir sobre o que ela comenta.

Referenciando Rui Cesar Canário, da Universidade de Lisboa: “Nós vivemos um imenso desenvolvimento tecnológico inegável, fibra ótica e tudo o mais. No entanto, vivemos uma proporcional imaturidade política e social, provavelmente maior do que em tempos anteriores."



Viviane fala também sobre a perda da noção de unidade, participação e relacionamento nas escolas.



Sobre as mudanças ocorridas pela escola ao longo desses 60 anos, ela prefere não apontar um culpado.



Entre outras afirmativas de Viviane Mosé, aponto uma aqui:
"Ético é o ser humano que entende que cada gesto dele tem um desdobramento infinito e que esse desdobramento vai, em algum momento, recair sobre ele. Ético é o ser humano que entende que não há nada isolado e por isso presta atenção nas pequenas coisas."

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Deputado pede CPI da saúde para investigar contratos de R$ 583 milhões da SPDM com governo Alckmin

O deputado estadual Carlos Neder (PT) está colhendo assinaturas na Assembléia Legislativa para um requerimento, de sua autoria, que pede a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os contratos do governo estadual com a Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).

A SPDM é uma Organização Social (OS) que administra 17 unidades de saúde estaduais. O total de contratos que mantém com o governo paulista chega ao montante de R$ 583 milhões. Desde total, segundo denúncia de Neder, foram descobertas irregularidades no repasse de recursos desses contratos, que perfazem R$ 90 milhões.

“Além da possível atuação fraudulenta da SPDM, a CGU também aponta outras práticas em desacordo com a legislação, como contratação de empresas prestadoras de serviços e aquisição de material hospitalar sem licitação pública, e fracionamento de despesas na aquisição de material médico-hospitalar”, sustenta o requerimento de instalação da CPI.

O requerimento de CPI precisa de 32 assinaturas de deputados para ser apresentado na Assembléia. Desde quarta-feira (2), Neder vem colhendo assinaturas de parlamentares de diferentes partidos. O PT tem 25 cadeiras na casa. Se todos os petistas assinarem o requerimento, serão necessárias mais sete assinaturas para que o pedido seja aprovado.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

É preciso devolver a vida aos desabrigados. Quem se habilita?

Essas desgraças que estamos vendo na região serrana do Rio de Janeiro, em Minas Gerais e São Paulo são reações da natureza a várias ações do homem. A primeira é a falta de uma política séria de habitação; a segunda é o interesse político, pois combater dá mais ibope do que prevenir, mesmo que o primeiro resulte em muito mais recursos. E não é só isso, falta uma união séria de governos e sociedade civil organizada para estudar e desenvolver planos diretores que contemplem análise e planejamento adequados ao uso e ocupação do solo.

Não dá mais para ficarmos ouvindo os políticos falarem que tais lugares deveriam ter sido desocupados há muito tempo, se aquela acaba sendo a única opção de moradia de uma comunidade sofrida e só lembrada em campanhas eleitorais.  É fácil interditar as casas, proibir a entrada dos moradores. Difícil é oferecer uma outra moradia, esse é que é o desafio. E é nesse sentido que precisamos desafiar nossos políticos, com a condição de nunca mais serem eleitos. Afinal, isso está em nossas mãos.

Agora que o leite já foi derramado, duas ações precisam ser feitas. A primeira é devolver pelo menos o lar aos que perderam tudo. E não é possível que não haja lugar numa terra tão vasta como a nossa. A segunda é devolver para sempre à natureza o espaço e as árvores que lhe foram roubados. E isso só é possível com espírito de cidadania e com políticas sérias de meio ambiente e desenvolvimento urbano.

Ouvimos falar que o governo federal vai disponibilizar milhões para as famílias, para recompor as praças etc, etc, etc. Mas não se fala em devolver-lhes suas casas. Não há dinheiro suficiente? Então vamos nos unir, governos, sociedades, empresários. Isso é necessário. É pela sobrevivência! É pelo nosso povo, é pelo nosso país. Se essa união for séria e comprometida, não faltará ajuda.

Com a garantia de sobrevivência desse povo prejudicado pelas enchentes, é possível avançar. O programa “Minha Casa Minha Vida” do governo federal, por exemplo, se levado a sério pode garantir um futuro digno às pessoas com menor poder aquisitivo, sem correr riscos de hoje. Para isso, não faltam especialistas capacitados e interessados nessa causa.

Vamos ficar atentos à maneira como esses problemas serão resolvidos pelos nossos políticos. Dependendo da solução, devemos expurgá-los definitivamente de seus cargos. E isso, só nós eleitores é que temos condições.

Quanto à ajuda imediata, temos empresas, bancos, entidades como Fiesp, CNI, Sistema S, entre tantos outros. O povo brasileiro está dando o exemplo, haja vista o esforço de todos nas doações aos desabrigados. E na sociedade organizada, quem se habilita?

Foto: Agência Brasil

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Filme no Cinemark - Shop Paulista atrasa 30 minutos. Isso é normal?

Sem zoeira, foi um grande desrespeito o que o Cinemark do Shopping Paulista fez neste domingo (9/12) com o público que aguardava o filme A Rede Social, do horário das 16h30. Os trailers dos filmes só começaram às 16h50.

Os atrasos em peças de teatro, shows e cinemas têm sido uma prática comum, tão comum que as pessoas encaram como normal. O Heródoto Barbeiro, no Jornal da CBN, tem feito muitas críticas e reclamações nesse sentido. Mas, pelo jeito, não está adiantando. Está na hora de protestarmos.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010